quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Saudade

Ai, a saudade. A vontade de estar perto. Saudade do que está ali, ao alcance do beijo. É o sintoma mais óbvio da novidade se aconchegando dentro do peito.




A Sua
(Marisa Monte)

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás

Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem

O sabidinho




- Mamãe, porque você fala tudo "inho"?
- Como assim, meu bem?
- "copinho", "chinelinho", "remedinho"... às vezes as coisas nem são pequenas, mamãe!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Stand By Me

Eu amo arte. Cinema, música, literatura, artes plásticas...
de todas as formas e maneiras possíveis de se fazer - e sentir - arte.
Vejam isso, que maravilha!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Biutiful



Realista, violento e tocante. Biutiful é um filme excelente: narra com surpreendente sensibilidade a proximidade da morte e as angústias que a acompanham, o lado triste do amor e da condição humana. Uma fotografia excelente e uma direção impecável faz do irmão caçula dos formidáveis Amores Brutos, Babel e 21 gramas um filme sensacional.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Triz

(Vanessa Bumany)

Não sei se foi Deus quem quis
Se foi destino ou acaso
O caso é que aquele triz
Ou um minuto de atraso
Que fez de você meu par
Foi a coisa mais feliz

A sorte de te encontrar
Vagando pelo país
E de te reconhecer
E não deixar mais fugir
Eu sei fiz por merecer
Parar com tanto sofrer
Ser só querendo não ser

Confesso que dá um medo
Vou te contar um segredo
Mas eu estava mais acostumada ao desencontro
Tremo só de pensar
Que o mesmo triz que te trouxe
pode te levar

domingo, 9 de janeiro de 2011

Voluntariado

Algumas situações me emocionam profundamente.
Saber que, de alguma forma - mesmo que bem pequena - ajudei a despertar um sorriso onde antes só havia medo e dor, me faz sentir uma felicidade tão intensa que, finalmente, sinto que encontrei o meu lugar no mundo.
E ser testemunha da grandiosidade e da beleza de um sorriso assim, esperançoso e feliz, mesmo diante da finitude tão próxima, me faz acreditar que todo o esforço, estudo e sacrifício têm, sim, a mais gratificante de todas as recompensas.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Reveillon à fantasia

...
e na companhia do Michael Jackson!
Só pode ser sinal de bons tempos! Rs

Meu melhor presente foi "de ouvir"

.
"- Meu bem, te amo. Mais que tudo no mundo.
- Também te amo, mamãe. Mais que o universo inteiro."


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Chá de sumiço

Ufa! Sem tempo... ano novo, trabalho novo, aulas à noite, busca de uma nova escola para meu pequeno... ando meio sem tempo de postar as novidades, mas tenho muitas!
Mas sábado eu apareço por aqui, pra colocar "no papel" tudo que está novinho aqui dentro de mim!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

À flor da pele

...
Aqui estou eu, mais uma vez sem saber o que fazer com o que não cabe em mim. Não sei o que é a escrita, mas sinto a escrita como se fosse a descoberta de um primeiro amor: às vezes fascinante, às vezes dolorosa, e agora a minha escrita se faz submersa em um silêncio sussurrante, como respiração pausada e ofegante.

Não sei onde estão os freios do meu pensar. Indomáveis sentimentos atravessam minha escrita, e denunciam a confusão do meu coração desobediente: insolente, desisti de dominá-lo.

Bebi o vinho do meu penar deliciosamente livre e despenquei de cabeça num rio novo, fresco, cristalino. Estou cansada e feliz, o vinho pesando nas pálpebras, as lembranças bem aqui dentro do peito, o ontem ainda se aconchegando em mim.

Foi quando eu falava de mim. Era uma noite clara, eu ainda guardada em mim. Eu havia me desapaixonado por todos. Eterna apaixonada que era, me desapaixonei pensando assim permanecer. Sondei o coração e ele não mais bombeava lágrimas. Mas eu ainda estava cheia de amor, porque o amor é meu. Como garrafa cheia de areia, onde ainda se pode pôr água até derramar.

E naquela noite clara eu não tinha mais medo, apenas degustava minha cautela. Eu estava livre, mas sabia que para ir a algum novo lugar era preciso que eu entendesse minhas próprias pernas, e os limites delas. Qualquer passo em falso causaria queda e dor.

Esperei dia bom, então caminhei: e andei sem medo, levada pela novidade. Acreditei em mim, pois ali era só eu e o mundo. Então o mundo me mostrou o novo e eu chorei lágrimas de alegria, emotiva que sou. Estranhei a confluência de sentimentos tão contraditórios, pois eu estava só mas tinha o novo, como isso era possível? Entendi então que o novo não precisava ser possível, pois, mesmo impossível, ele estaria ali.

Descobri que eu nunca mais seria a mesma. E descobri ainda mais, mas não sei expressar isso agora. Ou não quero, pois isso é meu. O amor é meu.
Tenho mesmo uma relação conturbada com esse treco gostoso e cortante que é o amor.

Escrevo, escrevo, e meu dilema permanece: O amor, claro, o sintoma mais óbvio. Se me curei dele? Dele quem? Do amor? Também persiste.
...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010